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Guilherme Paraense - o herói esquecido

por José Joaquim D'Andrea Mathias

 

O Brasil inaugurou sua participação nos Jogos Olímpicos na Antuérpia, em 1920, com a conquista de uma medalha de ouro na modalidade de tiro. O vencedor foi um oficial do exército, na época com 35 anos de idade: Guilherme Paraense. Integrante de uma equipe de sete atiradores, ele obteve 274 pontos em 30 tiros a 30 metros, derrubando o favoritismo dos norte-americanos. No mesmo evento, Afrânio Antônio Costa conquistou a medalha olímpica de prata na prova de Pistola a 50 metros e o Brasil receberia também uma medalha de bronze por equipe na modalidade de Tiro livre.

Paraense praticava também atletismo, salto à distância e futebol. O tiro, porém, era sua paixão. Participou de diversas competições, sagrou-se campeão brasileiro muitas vezes, tornou-se instrutor e fez novos atiradores. Parou de atirar em 1950. Em uma de suas últimas entrevistas, no ano de 1956, aos 71 anos, afirmava: "De vez em quando tenho vontade de pegar meu revólver". O revólver Colt Modelo Officers número de série 461.000, com o qual Guilherme conquistou sua medalha Olímpica, foi presenteado pelo Coronel Snyders do Exército Norte-americano e está hoje em posse da senhora Oysis Paraense Ferreira, filha do legendário Atirador.

Guilherme Paraense faleceu em 1968 festejado como um grande Atirador e instrutor de tiro, mas sem receber todas as honrarias que merecia pelo feito pioneiro conquistado na Antuérpia. A medalha de ouro Olímpica de Guilherme Paraense foi a primeira conquistada pelo Brasil, fato raramente lembrado pela imprensa brasileira, mais interessada em divulgar o lado violento das Armas de fogo.

Um interessante endereço a se visitar na Internet é o elaborado pelo bisneto de Guilherme Paraense:

http://legalizarmas.com.br/paraense.htm


 

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Os Jogos Olímpicos da Antuérpia foi a primeira participação do Brasil