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Mitos e verdades sobre o .38 Special +P

por José Joaquim D'Andrea Mathias


O .38 Special, na versão +P, é possivelmente uma das munições de uso policial ou defensivo que mais dúvidas desperta quando o assunto é armamento de segurança. É comum vermos policiais e até atiradores veteranos perguntando sobre como funciona tal tipo de munição e se é seguro o seu uso sem danos em determinadas armas. Pior ainda são aqueles que recarregam fazerem uso errado do conceito +P e montarem munições que são mais perigosas para o usuário do que para o atacante.

Poderíamos descrever inúmeros relatos onde o .38 Spl +P é visto sobre ótica errada e às vezes com exagero, razão pela qual decidi apresentar este artigo, descrevendo os fatores que direcionaram o desenvolvimento desse padrão de munição e suas características de emprego.

A munição .38 Spl +P ("plus power", "plus pressure", mais força, mais pressão), pode ser considerada como sendo o desenvolvimento natural da munição .38 Special comum, criada no início do século e usada há décadas como munição policial. O .38 Spl comum teve a sua popularidade firmemente estabelecida nos anos 30, somente perdendo força no princípio da década de 1950, quando as suas limitações como munição defensiva tornaram-se aparentes. Entende-se hoje que o calibre estava proporcionalmente relacionado com o tipo de combate de rua que se efetuava na época. Com o aumento da criminalidade e o conseqüente maior volume de fogo dos marginais, o .38 Spl precisava dar lugar a algo mais efetivo em termos de "Stopping Power".

Numa análise mais demorada, nota-se que o calibre possui inúmeras vantagens que, combinado com o armamento que o emprega, facilitou sua escolha como equipamento padrão de diversos órgãos de segurança em todo o mundo. O .38 Special (arma e munição) é geralmente definido como uma combinação "bem balanceada", pois a arma tem proporções e peso adequados para o porte constante. A velocidade, potência e recuo da munição são "moderados", facilitando o treinamento e o seu uso em atividades de precisão. Porém, seu "Stopping Power" também é considerado moderado e aqui reside a única falha do calibre, pois as estatísticas policiais apontam que o projétil standard (158 "grains", ogival de chumbo) é capaz de tirar de combate apenas 50% dos atacantes atingidos com somente 1 tiro.

Por todas as vantagens que o calibre apresentava, ele merecia ser melhorado, principalmente quando se levava em conta que os órgãos de segurança possuíam grandes quantidades de armas .38 Spl, não sendo, assim, econômico uma troca pura e simples de calibre.

DESENVOLVIMENTO
Em busca de mais potência, chegou-se a uma das primeiras tentativas: a criação de uma munição denominada .38/.44. Trabalhando com altas pressões de câmara, ela obtinha a velocidade e energia desejadas para o uso policial, porém, só podia ser empregada em armas de grandes proporções, especialmente desenvolvida pela Smith & Wesson e derivadas do calibre .44 Spl. Como podemos notar, o .38/.44 implicava na troca do armamento, fato não desejável pelos Órgãos de segurança. Assim, esse calibre foi perdendo o interesse, servindo mais como um passo para a criação do .357 Magnum do que uma solução para melhor potencializar o calibre .38 Spl.

Uma das primeiras boas soluções surgiu quando um jovem desportista chamado Lee Jurras lançou, nos anos 60, a munição Super Vel, empregando a teoria do projétil leve em alta velocidade. Lee Jurras entendia a popularidade do calibre .38 Spl e que sua simples substituição seria difícil e onerosa. Deste modo, sua idéia foi a de simplesmente aperfeiçoar a munição, trocando o tradicional projétil de 158 "grains" ogival de chumbo por outro extremamente leve, de 110 "grains", de ponta oca encamisada. Com esse projétil encamisado, atingindo a velocidade aproximada de 1.080 pés por segundo num revólver de 4 polegadas de cano, a expansão era violenta, criando um grande choque traumático no atacante, embora sua penetração fosse pequena.

Na prática, esse tipo de munição, ou seja, com projétil leve a alta velocidade, é considerado como "munição de verão". Seu baixo peso, sua característica de se expandir rapidamente e a pouca penetração, fazem com que, no inverno, quando se faz necessário o uso de roupas mais espessas, a munição perca parte de suas qualidades de "Stopping Power". Atualmente, esse conceito de munição ainda é controverso, pois projéteis leves possuem pouco momento, característica balística que aumenta com o peso desse componente, considerada por diversos estudiosos, este autor inclusive, como fator importante numa munição defensiva.

A munição Super Vel não é mais fabricada a décadas, porém, o seu exemplo serviu para estimular os grandes fabricantes de munição a trabalharem no campo de projéteis expansivos em altas velocidades sem mudar o calibre.

O CONCEITO +P
A munição intitulada como + P poderia ser simplesmente descrita como aquela que opera com pressões acima do limite adotado para determinado calibre. Tal descrição não é totalmente correta pois, na realidade, as munições do tipo + P fazem uso das recentes margens de segurança adotadas pelos fabricantes de armas. Para melhor compreender o conceito de munição + P, retomemos a evolução do calibre .38 Spl.

Após o aparecimento do Super Vel, surgiram outras munições nomeadas como "Super Speed", "Police Service" ou qualquer outra nomenclatura que indicasse serem elas de alta desempenho. O termo + P somente tornou-se comum a partir de 1974, quando o Instituto de Fabricantes de Armas e Munições Esportivas ("Sporting Arms and Ammunitions Manufacturing lnstitute" - SAAMI) dos EUA adotou a norma de adicionar "+ P" nas munições montadas com pressões maiores que o normal.

Entende-se que o aparecimento da munição + P só foi possível pelo maior rigor por parte da SAAMI na normatização das características técnicas do calibre. A idéia adotada na munição + P é simples: a SAAMI indica como pressão máxima de trabalho para o .38 Spl o teto de 18.900 cup ("Cooper Units of Pressure", unidade de marcação de pressão). Porém, todo bom fabricante deve produzir suas armas com maior tolerância de pressão, de maneira a garantir uma real margem de segurança e vida operacional mais longa. Essa afirmação somente é válida para armas de manufatura recente, pois antes da padronização imposta pela SAAMI os fabricantes faziam uso de uma margem de segurança mais modesta e determinada pelas suas próprias convenções.

Seguindo as normas SAAMI, os fabricantes de armas testam seus produtos utilizando uma munição especialmente elaborada para eles pela indústria de munições e montada com 20% de sobrepressão. As armas para calibre .38 Spl passaram, então, a contar com uma "faixa de segurança" em termos de resistência a pressões de câmara. Algumas fábricas chegam a testar as suas armas para o calibre .38 Spl com munições que, em alguns casos, atingem até 27.000 cup, excedendo o limite preconizado pela SAAMI.

Os fabricantes de munições jogaram com essa margem de tolerância e assim o .38 Spl + P pôde avançar sobre o limite de pressão, trabalhando até o máximo de 22.400 cup, novo limite estabelecido pela SAAMI para munições tipo + P. As armas, sendo de boa procedência, manufatura robusta e recente, podem, desta maneira, fazer uso de uma munição defensiva mais eficiente, desde que isso implicitamente autorizado pelo fabricante. Atualmente, a grande maioria dos fabricantes de armas preparam seus produtos para suportarem munições com níveis de pressão acima do estabelecido como "padrão".

Mais recentemente, os fabricantes de munição estenderam o exemplo do .38 Spl + P para outros calibres e assim surgiram variantes como o .45 ACP + P, 9mm Luger + P ou .38 Super + P, todos seguindo o mesmo conceito de se operar no extremo da margem de segurança das armas. O conceito foi até levado ao máximo quando, por solicitação de alguns órgãos de segurança dos EUA, produziu-se, em escala limitada, uma munição .38 Spl chamada + P +. Tal munição foi idealizada para atuar na faixa de 25.000 cup, ou seja, muito próxima do limite máximo suportável por uma arma .38 Spl de médias dimensões. O .38 Spl + P + é de uso restritamente policial, porém, quando se compara o resultado obtido em velocidade e energia com o grande risco representado pelo brutal aumento da pressão, nota-se que tal munição realmente não traz grandes vantagens, a não ser quando empregada em armas Magnum.

Todo este interesse em operar com altas pressões está ligado ao fato de que mais pressão significa mais velocidade e consequentemente mais energia. Velocidade e energia são fatores extremamente importantes numa munição defensiva, fazendo com que alguns especialistas dêem grande ênfase em calibres que obtenham altas marcas. O certo é que, paralelo ao aumento de velocidade e energia, deve a munição ser dotada de um projétil capaz de descarregar de maneira mais eficiente essa energia no atacante e, assim, no desenvolvimento da munição .38 Spl + P foi necessário criar projéteis mais sofisticados para operar nos estreitos limites do calibre e fazer bom uso da energia obtida. Projéteis encamisados tipo ponta oca tiveram que ser redesenhados para operar a menores velocidades. Sua "camisa" sofreu diversos aperfeiçoamentos, tais como redução gradativa da espessura, enfraquecimento localizado e o emprego de novas ligas, tudo visando aproveitar o ganho de potência dado ao calibre .38 Spl.

USOS E CUIDADOS
Qualquer máquina especificada para trabalhar num certo ritmo e que venha a operar acima dele por tempo prolongado pode ter sua vida operacional comprometida. Isto também se aplica às Armas de Fogo, ou seja, como a munição + P opera com pressões de câmara acima do limite normal de trabalho, um maior desgaste poderá ocorrer se o uso de tal munição for constante ou excessivo.

Nos parece claro que munições +P devam ser empregadas apenas em Defesa pessoal ou trabalho policial. Em outras palavras, com exceção do uso defensivo, não há nada que a munição +P faça que qualquer munição .38 Spl Standard não faça melhor. A "linhagem" + P foi criada para favorecer o seu emprego em situações de defesa e combate urbano, sendo considerado um desperdício a utilização dessa munição em tiro informal, por exemplo.

Uma dúvida freqüente é "quantos tiros de munição padrão +P posso dar em meu revólver .38 Spl sem prejudicar a sua vida útil"? Assim como um carro pode atingir sua velocidade máxima por alguns períodos de tempo, uma arma pode receber um "dieta" ocasional de munição +P sem que isso venha prejudicar sua constituição. Numa escala moderada, 15 a 20 % de toda munição que determinada arma (de constituição moderna) irá disparar pode ser em padrão +P, sem que esta arma venha sofrer prejuízo em seu mecanismo. Uma adequada manutenção e revisões periódicas num armeiro de confiança pode também ampliar o tempo de vida útil dessa arma.

É indicado ao usuário de .38 Spl +P que treine com certa periodicidade, justamente para alcançar maior intimidade com a arma empregando essa munição. O conhecimento prático de como a munição atinge o alvo é necessário, pois uma das características do .38 Spl +P (e de qualquer outro calibre tipo +P) é habitualmente ter um ponto de impacto mais baixo no alvo em comparação com as munições standard. Essa característica não é muito influente nas distâncias ditas como de combate, isto é, próximo aos 6 metros. Para distâncias superiores a 10 metros ou e em situações de Caça, por exemplo, será necessário um ajuste de miras ou um maior cuidado em seu enquadramento.

Agora, um aviso especialmente destinado aos atiradores que recarregam sua própria munição de defesa: se desejam que sua arma pessoal tenha o poder de nocautear até Mike Tyson, abandonem o .38 Spl e adotem o .44 Magnum ou o .454 Casull. Em palavras mais escolhidas: não recarreguem de maneira a exceder todos os limites de pressão e segurança, procurando um desempenho que o calibre não pode dar. O aviso deve ser enérgico pois, nos inúmeros casos de armas danificadas ou destruídas, quase sempre o culpado era uma recarga inconseqüente.

Como citado anteriormente, a velocidade é fator importante numa munição. Porém, algumas pessoas a enfatizam demasiadamente como característica balística, buscando obter altas velocidades sem se ater nos riscos da alta pressão de câmara. Essas pessoas, sem terem condições de saberem a que pressões sua munição está operando, podem ficar "na mão" justamente quando o emprego da arma for decisivo e crítico. Para esses atiradores, além do bom senso, o ideal é seguir sempre que possível as tabelas desenvolvidas pelos fabricantes de componentes ou de manuais de recarga, onde as pressões foram estudadas em provetes.

Especialmente para este artigo elaborei uma tabela de recarga, utilizando alguns dos melhores componentes disponíveis no mercado brasileiro e, desde que se observem as condições de segurança, os resultados serão satisfatórios. Essa tabela, desenvolvida para os recarregadores que procuram munições mais "apimentadas", foi elaborada e testada com armas encontradas no nosso mercado, tendo-se o devido cuidado para não avançar demasiadamente nos limites de pressão, testando-as no Departamento Balístico da CBC. Mesmo assim, é de boa norma aconselhar ao Leitor que faça uso das combinações sugeridas reduzindo inicialmente as cargas, pois existe muita variação nas características técnicas dos principais componentes que compõem a tabela.

Agora, porque dar ênfase à munição +P recarregada? Pelo simples fato de que a indústria nacional fornece poucas opções de munição da categoria +P e mesmo estas são encontradas a um preço excessivo para a maioria dos bolsos. Estes fatos, além da impossibilidade de importações, acabam deixando os policiais brasileiros e mesmo o cidadão comum, em situação difícil. A Recarga de munição resolve em parte esse problema, pois até mesmo uma munição bem recarregada raramente irá obter o mesmo desempenho das munições de fábrica, praticamente toda ela desenvolvida em laboratório e com componentes especiais. Mesmo assim, a maioria das munições +P recarregada consegue ser mais efetiva que a munição standard colocada no mercado.

A MUNIÇÃO, NA PRÁTICA
Evan P. Marshall, policial norte-americano da área de homicídios, começou há muitos anos a organizar dados estatísticos em tabelas mostrando o desempenho das diversas munições de uso policial. A tabela de desempenho que escolhi para ilustrar esta matéria utiliza casos reais de uso da munição .38 Spl +P em que foram disparados apenas 1 tiro. Marshall coletou casos de combate real e dispôs em porcentagem os atacantes que foram postos fora de ação com um único tiro, dando-nos uma visão de qual tipo de munição + P é mais eficiente em "Stopping Power".

Por essa tabela, entendemos que a munição de fábrica .38 Spl +P com projétil 158 "grains"; ponta oca de chumbo, foi eficiente com um disparo em 61% dos casos em que foi empregada. Quando comparado com a munição standard 158 "grains" ogival (50%), o ganho em eficiência é visível. Deve-se salientar que os resultados apresentados na tabela são mutáveis, pois também estão relacionados ao número de policiais que fazem uso de um determinado tipo de munição +P. Somente com pesquisas periódicas é que se poderá confirmar a liderança de um ou outro tipo de munição. Numa futura oportunidade estarei apresentando novas pesquisas do policial Evan Marshall.

O Leitor pode observar na tabela elaborada por Marshall que as melhores porcentagens de eficiência pertencem aos projéteis médio-pesados do tipo 158 "grains", com a única exceção do projétil 125 "grains". O porque deste projétil ser o único da categoria leve a passar a barreira dos 55% de eficiência deve-se, provavelmente, aos esforços dos fabricantes em desenvolver "camisas" especialmente trabalhadas para operar a baixas velocidades. Os demais projéteis leves, apesar da ótima energia que possuem, não conseguem boa penetração, obtendo eficiência próxima ao projétil ogival standard.

Os projéteis médios-pesados parecem confirmar a teoria de que é necessário algo mais além de velocidade e energia para se obter o desejado "Stopping Power". Um dos órgãos de segurança que testou exaustivamente o .38 Spl + P, em todas as situações possíveis de combate, foi o FBI. Para o uso de seus agentes, o FBI realizou testes em vidros e portas de carros, bonecos vestidos com roupas de inverno, tiros através de galhos de árvores, etc. e chegou à conclusão de que a munição.38 Spl + P com projétil 158 "grains" ponta oca de chumbo era a mais eficiente.

Até recentemente, quando o FBI necessitando de maior volume de fogo trocou de armamento, passando para o .40 S&W, a arma regulamentar de seus agentes era um revólver Smith & Wesson .357 Magnum com cano de 4", municiado com .38 Spl +P. Observando os dados da tabela de Evan Marshall e as conclusões do FBI, pode-se afirmar que, neste caso, a experiência das ruas e os testes de laboratório chegaram ao mesmo resultado.

Para o leitor entender o desempenho da munição +P fizemos uso de outra tabela, onde são apresentadas todas as munições de fábrica, com velocidades e energia em comparação com alguns outros calibres da mesma faixa de armamento. Nessa tabela, pode-se observar que a munição .38 Spl +P de 158 "grains" ponta oca de chumbo obtém aproximadamente 20% mais velocidade e 47% mais energia que o .38 Spl ogival Standard, isso ao preço de um aumento de até 14% na pressão de câmara. Esses dados provam que a munição +P é um elemento desejável para uso defensivo.

E quanto à comparação com outros calibres, como por exemplo o .380 ACP? Neste caso, deve-se notar que quando forem mantidos os mesmos comprimentos de canos (4") e o mesmo peso do projétil (95 "grains"), o .38 Spl +P obtém vantagem pelo fato de ter maior velocidade. Ao .380 ACP resta a vantagem de operar numa arma mais compacta e com maior número de tiros.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A munição .38 Spl "potencializada" para +P pode ser uma grande vantagem para o policial ou para o cidadão comum, desde que se tome a precaução de fazer uso limitado dela. Deve-se observar que alguns poucos fabricantes são contra o uso de munição +P em suas armas. Isto não significa que uma arma irá explodir com o uso de munição .38 Spl +P. Todavia, a vida útil dessa arma poderá ser sensivelmente reduzida se sua constituição for de qualidade inferior.

Para aqueles que não queiram correr riscos de operar com munições de pressões elevadas, só resta optar por produtos estrangeiros de última geração, como a formidável Winchester "Silver Tip" e a Federal "Nyclad". Tais munições, por possuírem projéteis muito bem desenvolvidos, conseguem ótimo desempenho atuando em níveis normais de pressão do calibre. A única dificuldade é a sua obtenção. Porém, nós, brasileiros, somos um povo paciente e esperançoso e algum dia desses vamos nos deparar com uma boa seleção de munições de última geração na loja de Caça e Pesca da esquina...

 

TABELA DE RECARGA PARA O .38 SPECIAL +P

Projétil

marca, tipo e peso em "grains"

Pólvora

marca e peso em "grains"

Velocidade inicial em fps

Energia em libras/pé

Arma empregada e comprimento do cano

Pressão de câmara em libras/pol2 (*)

CBC SEPO/158 "Standard"

Fábrica

677

160,7

Smith & Wesson

M 640 2"

Carga para comparativo

CBC SEPO/158 +P

Fábrica

887

275,9

Smith & Wesson

M 10 4"

Carga para comparativo

CBC SEPO/158 +P

Fábrica

814

232,4

Taurus M-85 CP 3" c/ compensador

Carga para comparativo

Marcondes ETPO/115

Tucano/5,9

Lote 2

1.028

269,8

Smith & Wesson

M 10 4"

19.011,28

Marcondes SEPO/125

Tucano/5,7

lote 2

816 (cano 2")

856 (cano 3")

932 (cano 4")

184,7

203,3

241,0

Taurus M 85 2"

Taurus M85 CP c/ compensador 3"

Taurus M 82 4"

19.068,20

Marcondes SEPO/125

REX 1200/5,5

lote 16

913

231,3

Taurus M 82 4"

19.476,00

Marcondes SEPO/125

CBC 207/6,9

953

252,0

Taurus M 82 4"

17.784,00

Marcondes SEPO/125

CBC 219/4,6

972

262,1

Taurus M82 4"

NT(**)

Celgon SEPO/140

CBC 207/4,7

969

291,8

Smith & Wesson

M 10 4"

NT(**)

Celgon SEPO/140

Tucano/5,6

lote 2

790/ (cano 2")

912/ (cano 4")

193,9

258,5

Taurus M 85 2"

Taurus M 82 4"

20.021,61

Alta pressão!

Celgon SEPO/140

REX 1200/5,6

lote 16

772/ (cano 2")

892/ (cano 4")

185,2

247,3

Taurus M 85 2"

Taurus M 82 4"

18.868,98

Marcondes SEPO/158

Tucano/5,1

lote 2

829/ (cano 2")

921/ (cano 4")

241,0

297,5

Taurus M 85 2"

Taurus M 82 4"

NT(**)

Marcondes SEPO/158

Tucano/5,5

lote 9

940

309,9

Smith & Wesson M10 4"

19.842,00

Marcondes SEPO/158

CBC 207/6,5

890

277,8

Smith & Wesson

M 10 4"

18.496,00

Buffalo SCV/158

chumbo "bevel base"

Tucano/5,1

lote 2

846 (cano 2")

950 (cano 4")

251,0

316,5

Taurus M 85 2"

Taurus M 82 4"

NT(**)

Buffalo SCV/158

chumbo "bevel base"

REX 1200/5,2

lote 16

926

300,7

Taurus M 82 4"

20.932,33

Alta pressão!

Buffalo SCV/158
chumbo "bevel base"

CBC 219/4,7

814

232,4

Smith & Wesson
M 640 2"

NT(**)
Alta pressão!

 

(*) Teste de pressão realizado em provete
(**) NT - Não testada

Condições gerais de segurança:

  1. Somente faça uso das cargas sugeridas em armas robustas, de manufatura recente e de boa procedência;

  2. Não utilize munição + P em armas cuja utilização não seja expressamente recomendada pelo fabricante;

  3. Adote as cargas sugeridas como absolutamente máximas e inicie a recarga reduzindo em 10% os valores apresentados nesta tabela;

  4. Esteja atento a sinais de excessiva pressão e desgaste da arma;

  5. Faça sempre uso seletivo da munição .38 Spl +P.

Autor não assume qualquer responsabilidade sobre o uso das cargas sugeridas na tabela.

 

TABELA DE "STOPPING POWER" COM APENAS 1 DISPARO DE .38 Spl +P
(Evan Marshall - 1991)

REVÓLVERES COM CANO DE 2 POLEGADAS

158 "grains", chumbo ponta oca 61%
125 "grains", encamisado ponta oca 55-60%
158 "grains", semi canto vivo 50%
95 "grains", encamisado ponta oca 50%
110 "grains", encamisado ponta oca 50%
158 "grains", ogival standard 50%

REVÓLVERES COM CANO DE 4 POLEGADAS

158 "grains", chumbo ponta oca 64-65%
125 "grains", encamisado ponta oca 58-63%
158 "grains", semi canto vivo 55%
95 "grains", encamisado ponta oca 55%
110 "grains", encamisado ponta oca 55%
158 "grains", ogival standard 55%

 

 

COMPARAÇÃO BALÍSTICA DE DIVERSOS TIPOS DE MUNIÇÃO .38 Spl +P
(munição comercial comparada com outros calibres comuns)

Projétil - peso e tipo Velocidade em pés/Seg. Energia em libras-pé
.38 Spl +P
95 "grains", encamisado ponta oca 1.100 255
110 "grains", encamisado ponta oca 1.020 254
125 "grains", encamisado ponta oca 945 248
140 "grains", encamisado ponta oca 930 269
150 "grains", encamisado total 910 276
158 "grains", chumbo ponta oca 915 294
158 "grains", encamisado ponta oca 890 278
158 "grains", semi canto vivo 890 278
.38 Spl Standard
158 "grains", ogival de chumbo 755 200
148 "grains", canto vivo 710 160
.32 Auto/7,65 mm Browning
71 "grains", encamisado total 970 129
.380 ACP
95 "grains", encamisado total 955 190
Dados obtidos com cano de 4 polegadas de comprimento.

 


Versão atualizada e ampliada de artigo originalmente apresentado na Revista Magnum no 24.